TRANSPORTE

Metrô pode ter nova greve nesta sexta-feira

04/05/2017

 

 

Em assembleia realizada na última terça-feira (2), o Sindicato dos Metroviários de São Paulo decidiu paralisar totalmente as atividades na próxima sexta-feira (5) nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilás do Metrô de São Paulo. A categoria protesta contra o aumento na jornada de trabalho.

Isso porque uma decisão da Justiça de São Paulo alterou as escalas de trabalho dos funcionários do Metrô. Antes os metroviários trabalhavam sete horas e meia e tinham 30 minutos de descanso. Porém, a empresa ampliou o horário de almoço de 30 minutos para uma hora, e determinou que o período de descanso seja entre a quarta e a sexta hora de trabalho.

Para o sindicato, a empresa acabou criando escalas de oito horas de trabalho mais uma hora de descanso.

Em nota, o Metrô pede "sensibilidade e bom-senso" aos trabalhadores, e informa que já entrou com Ação Cautelar com pedido de liminar no Tribunal Regional do Trabalho. 

Veja a íntegra: 

"O Metrô conta com a sensibilidade e o bom-senso do Sindicato dos Metroviários do Estado de São Paulo no sentido de evitar mais transtornos à população. Para isso, já entrou com Ação Cautelar com pedido de liminar no Tribunal Regional do Trabalho para assegurar o plano de contingência.  Mesmo após acordo com a entidade representante dos trabalhadores, a companhia precisou fazer uma alteração na jornada de mais de 5 mil empregados operacionais na última segunda-feira, 1º de maio, fim do prazo concedido pela Justiça do Trabalho ao Metrô para aplicar a medida.

Em entendimento para manter o intervalo remunerado intrajornada de meia hora, empresa e sindicato celebraram um acordo coletivo de jornada de trabalho, no início deste ano,  e aguardam apreciação da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) para obtenção de Portaria específica do Ministério do Trabalho e Emprego - MTE.

A Portaria é o instrumento necessário para dar efeito ao acordo coletivo e permitir que o Metrô mantenha a política atual de escalas de trabalho e de redução do intervalo de alimentação, considerada mais benéfica, tanto pela empresa quanto pela entidade sindical que representa a categoria.

Contudo, devido ao fato de a SRTE/MTE não ter se pronunciado até esta data sobre a expedição da Portaria, o Metrô seguiu a determinação da Justiça do Trabalho e implantou o intervalo intrajornada conforme disposição legal em 1º de maio."

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