10/02/2012
As empresas de ônibus de São Paulo concordaram com a reivindicação do sindicato dos motoristas e cobradores e se comprometeram a não mais repassar os valores de multas administrativas aos trabalhadores. Com esse acordo, a greve foi cancelada. A categoria ameaçava parar por 24 horas na segunda-feira (13), mesmo após decisão judicial considerar a greve ilegal, sujeita a multa diária de R$ 5.000.
Na quinta (9), o sindicato dos motoristas encaminhou ofícios a todas as 14 empresas de ônibus de São Paulo, exigindo o fim de desconto salarial de trabalhadores que fossem multados por fiscais da SPTrans. Eles alegam que parte das multas do Resam (Regulamento de Sanções e Multas) existem em duplicidade no Código de Trânsito Brasileiro. No Resam, elas custam de R$ 180 a R$ 1.440. O piso dos motoristas de ônibus é de R$ 1.676,05 e o do cobrador, de R$ 968,44.
O sindicato patronal, após reunião nesta sexta, enviou ofício para "manifestar neste momento concordância no sentido de não repassar qualquer multa advinda do Resam para os trabalhadores". O ofício ressalva que ficam resguardadas "as punições disciplinares" e a "possibilidade de futura rediscussão do assunto".
Cerca de um terço das multas que chegavam às empresas dizem respeito a infrações cometidas pelos funcionários. Entre as mais comuns estão uso do celular em serviço, avançar em sinal vermelho e embarque longe da calçada. Segundo os sindicalistas, o sindicato desenvolve campanhas de conscientização, que são mais eficazes que as multas.
Enviar
Copyright © CadernoSP
Todos os direitos reservados. All rights reserved