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Assembleia às 18h decide se haverá greve no metrô

31/05/2011

O Sindicato dos Metroviários classificou como inaceitável a proposta feita pela companhia de Metrô paulistana em reunião junto a representantes dos trabalhadores, realizada na manhã desta terça-feira (31).

Diante da ameaça de uma greve no setor, o Metrô fez hoje uma proposta de acréscimo de 1% no reajuste dos salários juntamente ao índice de 6,39%, já ofertado anteriormente e recusado pelos funcionários em assembleia realizada na última quinta-feira (26). Os trabalhadores reivindicam aumento salarial de 10,79%.

Além do reajuste salarial, a categoria pede ainda aumento de 13,9% no valor do auxílio alimentação, reajuste no valor da cesta básica e licença maternidade de seis meses.

Contudo, na reunião de hoje, o Metrô manteve a proposta de reajuste de 6,39% no vale refeição e sugeriu o aumento de 6,2% na participação nos resultados (PR) - a categoria pede uma PR igualitária. Além disso, a companhia informou que não vai atender a reivindicação de licença-maternidade de seis meses.

As negociações se arrastam desde o início deste mês. Uma nova assembleia, logo mais, às 18 horas, deve decidir se de fato haverá a greve dos trabalhadores, que está marcada para começar a 0h de amanhã (1). 

Em nota, o Metrô anunciou que acionará o PAESE (Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situações de Emergência) para minimizar os transtornos causados aos 3,7 milhões de usuários e à população em geral em razão da greve. Com o esquema, os ônibus que têm como ponto final estações de metrô, mudam seus respectivos itinerários, dirigindo-se até pontos centrais das cinco regiões da cidade. De acordo com  a SPTrans, a frota em circulação não será aumentada porque todos os ônibus já estão na rua nos horários de pico.

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