SAÚDE

Corujão da Cirurgia quer zerar fila em 18 meses

30/05/2017

 

 

O programa Corujão da Cirurgia, lançado na última sexta-feira (26) pelo prefeito João Doria, tem como meta zerar uma fila de 68 mil pacientes em um ano e meio. Para alcançar esse objetivo, centros cirúrgicos de cinco hospitais realizarão operações 24 horas por dia, sete dias por semana.

"É um processo mais complexo do que o Corujão dos exames, porque uma cirurgia envolve um número muito maior de profissionais e um tempo muito maior. Mas seguimos os mesmos princípios de agilizar o atendimento, prestando um serviço de qualidade", afirmou o prefeito Doria.

Os pacientes que aguardam por uma cirurgia serão contatados por telefone, para validação da fila. Em seguida, iniciarão as avaliações pré-operatórias. Os procedimentos cirúrgicos começam a ser realizados em 15 de junho.

Os atendimentos ocorrerão em quatro etapas. A primeira fase será dedicada às cirurgias gerais e ginecológicas que demandam internação. A previsão é atender 25.950 pacientes em quatro meses, com investimentos de R$ 16 milhões.

Em seguida, entram no Corujão as cirurgias ambulatoriais e a cirurgia urológica endoscópica. A última fase será voltada para as cirurgias ortopédicas, que demandam a compra de próteses. Cada etapa levará entre 4 meses e 6 meses. A meta do Corujão é realizar até oito procedimentos por dia em cada uma das 30 salas cirúrgicas, totalizando uma produção de cerca de 7.200 cirurgias por mês.

Para isso, está previsto o pagamento de plantão extra para cirurgiões, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais profissionais necessários. As equipes que realizarem mais de quatro operações em 12 horas ganharão como bônus 10% do valor do plantão para cada procedimento extra efetuado nesse período.

Os procedimentos serão realizados em cinco hospitais. Serão quatro hospitais públicos: Hospital Universitário (HU), na Zona Oeste; Hospital Municipal Doutor Arthur Ribeiro de Saboya, na Zona Sul; Hospital Municipal Vereador José Storopolli, na Zona Norte, e o Hospital Municipal Moyses Deutsch, na Zona Sul. Também haverá a participação do BP Hospital Filantrópico, unidade hospitalar da Beneficência Portuguesa de São Paulo, conhecido como Hospital Santo Antônio, que é da rede particular mas oferece somente atendimento pelo SUS.

A ação acontece concomitantemente ao atendimento de novas solicitações. "É importante destacar que as demais salas de cirurgia destes hospitais e das demais unidades da rede municipal seguem a rotina e terão condições de manter o atendimento dos novos encaminhamentos inseridos em rede", destaca Wilson Pollara, secretário municipal da Saúde. Atualmente, a rede municipal de saúde conta com 81 salas cirúrgicas.

ASSINE NOSSA NEWSLETTER!
NOME: EMAIL:
Enviar