27/01/2012
Foi assinado nesta sexta-feira (27) um acordo entre a Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo e o Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês, para a gestão do Hospital Geral do Grajaú e do AME (Ambulatório Médio de Especialidades) Interlagos, ambos na zona Sul. "Teremos aqui a expertise do Sírio-Libânes no Hospital do Grajaú e no AME de Interlagos. Isso vai trazer mais qualidade, melhor formação para os nossos profissionais, referê
ncia para as demais OS, pois nós teremos aqui uma consultoria acompanhando esse trabalho. Uma boa parceria", afirmou o governador Geraldo Alckmin durante a assinatura do acordo.
O Hospital Sírio-Libanês é uma das mais tradicionais e conceituadas instituições particulares de saúde da capital paulista e do Brasil e, agora, também atenderá, por meio de sua Organização Social de Saúde (OSS), aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em unidades estaduais de saúde da capital paulista.
Os dois serviços estaduais atendem a uma população de mais de dois milhões de habitantes que moram entre os bairros Capela do Socorro e Parelheiros. É a primeira vez que o Sírio-Libanês passa a administrar unidades públicas de saúde, sob o modelo de OSS implantado desde 1998 pelo Governo paulista. "O SUS paulista ganha dois equipamentos públicos de saúde com a grife do Sírio-Libanês, um hospital reconhecido pela excelência e qualidade de seu corpo clínico e administrativo", afirma o secretário da Saúde, Giovanni Guido Cerri.
Com contrato para os próximos cinco anos, o Sírio deverá receber mais de R$ 600 milhões da Secretaria da Saúde para administrar o Hospital Geral e o AME. Para 2012, o orçamento do hospital do Grajaú cresceu 16,7%, passando de R$ 89 milhões para R$ 103,8 milhões. O AME teve seu orçamento reajustado em 11,5%, passando de R$ 10,4 milhões para R$ 11,6 milhões em 2012.
No Hospital Geral Grajaú, referência em maternidade de alto risco e de atendimento de média complexidade, o contrato prevê 14.496 internações e 288 mil atendimentos de urgência no primeiro ano. Além disso, a OSS deve garantir a realização de pelo menos 1.200 exames de ultrassonografia ainda em 2012. Os contratos são flexíveis e ajustados conforme a demanda. O hospital tem atualmente 246 leitos operacionais e 1.245 funcionários.
Já no AME Interlagos, referência ambulatorial na região, o contrato prevê a realização de 102.960 atendimentos ambulatoriais por mês entre as 20 especialidades médicas que a unidade oferece, 50.088 atendimentos não médicos, 1.620 cirurgias ambulatoriais e 6.576 diagnósticos em radiologia, endoscopia e especialidades.
Segundo a diretora geral do Hospital Geral do Grajaú e do AME Interlagos, Jocelene Batista Pereira, este tipo de parceria com OSS permite utilizar recursos do Estado para melhorar a assistência em saúde aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), com gestão eficiente e ágil. A expectativa é que, durante a vigência do contrato de gestão, a Secretaria amplie do número de cirurgias realizadas pelo AME e promova a implantação de um hospital-dia para prestar atendimento e assistência aos pacientes que serão submetidos a procedimentos terapêuticos, pequenas cirurgias e aqueles que necessitam de observação de até 12 horas.
Organizações Sociais de Saúde - Atualmente 37 hospitais, 38 ambulatórios, um centro de referência, duas farmácias e três laboratórios de análises clínicas do Estado são administrados por Organizações Sociais de Saúde. Os novos hospitais, inaugurados desde 1998, colocaram a serviço do SUS cerca de 6.000 novos leitos no Estado de São Paulo.
O contrato de gestão com as OSS define as metas assistenciais de saúde que o hospital deverá atingir, seja de quantidade ou qualidade. O Estado tem a responsabilidade da manutenção financeira desses hospitais e controla onde e como é investido o dinheiro público.
Mensalmente o Governo paulista recebe um relatório com a prestação de contas das OSS, contendo a discriminação dos gastos e do atendimento realizado. O documento é encaminhado, posteriormente, ao Tribunal de Contas do Estado e a uma comissão composta por dois representantes do Conselho Estadual de Saúde, outros dois da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa e por técnicos indicados pela Secretaria, garantindo a transparência do processo.
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