OPINIÃO

Una renovación de toda la vida

04/08/2017


O título do alto desta coluna se refere exatamente à foto ao lado onde aparecem o craque Neymar e o presidente do Barcelona, Joseph Maria Bartomeu, quando, em outubro de 2016, foi oficializada a renovação do contrato do jogador com o Clube.

A assinatura foi com a data do mês de junho e a validade do contrato era de cinco anos. De junho até o mês de outubro, foram várias as conversações entre o staff de Neymar e os cartolas do Barça.

Finalmente, chegaram aos números finais: a multa rescisória foi estipulada em 190 milhões de euros, com reajustes anuais que e levaria a 250 milhões até 2021, atingindo ao mesmo patamar del diós Messi.

A apaixonada imprensa espanhola saudou a renovação como sendo “una renovación de toda la vida.”

Como se vê, a vida é mais curta do que parece.

E como em toda separação litigiosa, as acusações sobram lado a lado.

O staff de Neymar avisou que ele não quer mais jogar pelo time por falta de pagamento de um bônus de carca de 96 milhões de reais.

Esse bônus foi previsto na renovação do contrato e, realmente, o Barcelona fez o pagamento somente em juízo.

A alegação do Barcelona é de que o bônus não deve ser pago porque o jogador está de saída para o futebol francês.

O staff alega que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. E coisa não estaria ligada com coisa.

Quando muito dinheiro começa a mudar de mãos tumultuadamente, sempre aparece alguém para querer tirar uma lasquinha.

Assim, o Santos já oficiou à Fifa que, como clube formador, tem direito a participação na negociação. O Peixe prevê colocar em seus cofres cerca de 40 milhões de reais.

Barcelona e PSG, inimigos num momento, já se unem e batem pé que não vão pagar nada. Imbroglio à vista.

Na Catalunha Neymar é tratado como o inimigo público número 1.

No Clube, as camisas número 11 do craque já foram recolhidas das lojas; cartazes e publicidades com o jogador também desapareceram.

O jornal Sport estampou em sua primeira página todo o ódio do torcedor: "Hasta nunca!" Outros trouxeram manchetes do tipo: “Paga é vá”.

O pagamento também é problemático. Existe em vigor na Europa um acordo da Uefa para que seja praticado do fairplay financeiro. Ou seja: contra o abuso financeiro.

A quantia paga por Neymar, 820 milhões de reais, fere esse acordo.

Por isso, a Real Federação Espanhola não quis receber a grana.

O Barcelona, por sua vez, já recebeu.

Mas o processo contra o Paris Saint Germain pode ser aberto pela Uefa. E, aí, o que acontecerá?

Orientados por advogados espanhóis, os representantes de Neymar dizem que têm um plano B. Ou seja: um jeitinho.

E assim ficamos sabendo que não somos só nós, os brasileiros, os únicos a recorrer a um jeitinho quando a coisa aperta.

A outra discussão é a seguinte: Neymar acertou ao trocar o Barcelona pelo PSG?

De minha parte, dou todo o apoio ao Neymar.

Mercenário! Exclamarão alguns.

Profissional, respondo eu. Afinal de contas, vai entrar numa grana preta com novo milionário salário; imporá a si mesmo mais dedicação e mais esforço em campo para provar que acertou e chegar ao sonhado lugar de Melhor do Mundo.

Vá em frente, Neymar.

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Gaviões nas nuvens

Esse Corinthians está mesmo impossível.

Jogou seu eficiente arroz com feijão costumeiro e volta do Mineirão com mais uma vitória, mantendo a liderança com distância binocular de seus seguidores. Os 2 a 0 aplicados no Atlético foram alcançados como remédios com doses pré definidas: uma dose no primeiro tempo, outra no segundo.

Mal terminou o jogo na noite desta quarta-feira, e o corintiano Márcio Cabral, lá de Cuiabá, já me enviou o vídeo acima. Nele, o Gavião foi transformado em imponente águia.

Elegante, ameaçadora, soberana, imponente como Zeus, o maior de todos os deuses, a águia alças voo carregando o escudo do Timão.

Foi uma ótima noite para o futebol paulista.

O Palmeiras sofreu um pouco, mas venceu o Botafogo: 2 a 1 e vai se aproximando do vice-líder.

O Santos, num jogo espetacular no Pacaembu, virou em cima do Mengão (vestido com horroroso uniforme amarelo) num jogo de muitos gols: 3 a 2.

O Grêmio espantou a zebra e despachou o Atlético GO.

Em Recife, onde o Fluminense empatou com o Sport, 2 a 2, o técnico Abel Braga, que perdeu o filho de 18 anos há cinco dias, recebeu comovente homenagem da torcida que o aplaudiu de pé.

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Por um momento, o futebol não teve inimigos se enfrentando, mas, sim amigos se solidarizando.

Mário Marinho
Artigo escrito por Mário Marinho

Mário Marinho é jornalista esportivo com atuação no Jornal da Tarde, nas TVs Gazeta, Bandeirantes, Record e Cultura e nas rádios Eldorado, Gazeta, Record, Nove de Julho e Atual. É autor dos livros: "Paulo Marinho, uma reportagem biográfica", e "Velórios Inusitados".

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