ESPORTES

Prefeitura dá pontapé inicial para privatizar o Pacaembu

21/01/2015

A Prefeitura lançou nesta terça-feira (20) um chamamento público de concessão para a iniciativa privada do estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, que inclui a modernização e o restauro completo do complexo esportivo. O objetivo é revitalizar o estádio de acordo com os padrões das novas arenas multiuso, com um novo modelo de gestão. 

"O Pacaembu está muito defasado do ponto de vista tecnológico e tem uma série de comprometimentos", afirmou o prefeito Fernando Haddad. 

Entre as intervenções que devem estar previstas nos projetos estão a cobertura parcial ou total desde que retrátil do estádio, instalação de assentos numerados em toda a arquibancada, implementação de área de estacionamento com, no mínimo, 2.000 vagas, além da construção de banheiros e disponibilização de internet wi-fi livre. O chamamento prevê ainda a manutenção da capacidade de 40.000 lugares, implementação de centro de mídia, área VIP e reforma dos ginásios, quadras e recanto das piscinas. 

"A concessão que nós estamos propondo não tira o Pacaembu das mãos do município em hipótese nenhuma", disse o secretário municipal de Esportes, Lazer e Recreação, Celso Jatene. Segundo o secretário, o chamamento prevê a revitalização da área poliesportiva do equipamento, cuja gestão deverá retornar para o poder público.  

Poderão apresentar projetos e estudos empresas nacionais e estrangeiras, que têm 20 dias para se cadastrar. Após dez dias, será publicada a lista das empresas que estão autorizadas a realizar os estudos. Além dos projetos arquitetônicos e engenharia, os interessados devem apresentar estudos de modelagem operacional, análise de projeção de receitas, viabilidade econômico-financeira, impactos e riscos, que terão prazo de 90 dias para elaboração. 

Atualmente, a Prefeitura tem um custo anual para a manutenção do equipamento de R$ 9 milhões por ano. Para a modernização do estádio, estima-se um investimento em torno de R$ 200 e R$ 300 milhões. Os projetos para as obras não contarão com aporte de recursos públicos e deverão respeitar as diretrizes de tombamento do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) de 1998. 

A concessionária vencedora poderá explorar comercialmente o estádio, mas a administração municipal poderá utilizar o local em até dez datas no ano e a titularidade do equipamento seguirá com a Prefeitura. O nome do estádio também não poderá ser alterado pelo futuro concessionário, mas o seu apelido, Pacaembu, poderá ser seguido de 'naming rights', isto é, poderá receber o nome do patrocinador. O Museu do Futebol, gerido pelo Governo do Estado, será mantido e não fará parte da concessão. 

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