EDUCAÇÃO

Professores municipais decidem manter greve

31/05/2014

Professores da rede municipal de ensino, em greve há mais de 30 dias, decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado, informa reportagem do jornal O Estado de S.Paulo. Em assembleia realizada nesta sexta-feira (30), a categoria decidiu rejeitar a proposta apresentada pelo prefeito Fernando Haddad.

Segundo Claudio Fonseca, presidente do Sindicato dos Professores em Educação no Ensino Municipal de São Paulo, a proposta da Prefeitura não define quanto os professores irão receber em 2015 e 2016 em termos de abono. "O governo pode acabar e deixar tudo para 2017 sem assumir nenhum compromisso com a categoria", afirmou.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo diz ter recebido uma comissão representativa dos professores municipais e ofereceu atender as duas principais reivindicações da categoria, no intuito de encerrar a greve. "Antes desta negociação, a administração realizou 26 reuniões com as entidades sindicais da categoria em 2014", informa a nota.

As duas reivindicações são:

1. Incorporação do abono

"A administração municipal já concedeu um reajuste de 13,46% para todos os profissionais da educação neste ano, incluindo aposentados. Com isso, o reajuste da categoria já soma 26% desde 2013.

A Prefeitura também ofereceu o abono de 15,38% para os professores que ganham o piso (elevando o salário inicial para R$ 3 mil e o final para cerca de R$ 8,8 mil, uma das melhores carreiras do país).

Agora, a administração municipal se comprometeu a incorporar esse abono de 15,38% para todos os professores, em três parcelas (2015, 2016 e 2017), divididas de acordo com a negociação na data base de 2015 e com as condições orçamentárias da administração.

2. Pagamento pelos dias parados

"A Prefeitura reiterou sua concordância em pagar os dias parados condicionado ao fim imediato da greve e desde que as aulas perdidas sejam efetivamente repostas de acordo com plano pedagógico a ser apresentado pelas escolas às direções regionais de educação (DRE), de forma a garantir o direito dos alunos.

A Prefeitura reitera seu comprometimento com a valorização do magistério e mantém aberto o diálogo com o setor. Já foram realizadas medidas que garantem a melhora na qualidade da educação, com o fim da progressão continuada, a avaliação dos alunos e a abertura de 18 pólos da Universidade Aberta do Brasil, voltada a todos os educadores. A administração já aumentou a autonomia das escolas com aumento do repasse direto. Também já atua para melhorar a segurança nos equipamentos públicos."

 

Para ler a reportagem completa, clique aqui.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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