AMBIENTE

Câmara debate retomada de Operação Defesa das Águas

30/05/2017

divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Operação Defesa das Águas, uma ação coordenada de órgãos do governo do Estado e da prefeitura de São Paulo para proteger, controlar e recuperar áreas de interesse público, ambientais e de mananciais foi o tema de uma audiência pública da Comissão Extraordinária Permanente de Meio Ambiente, nesta terça-feira (30).

Três secretários municipais participaram e informaram o que está sendo feito para retomar o trabalho da operação até 2019. O secretário municipal de Segurança Urbana José Roberto Rodrigues de Oliveira será o responsável por coordenador toda essa ação. Ele informou que existem na cidade 306 áreas de interesse público ocupadas, sendo 69 na zona leste, 48 na zona norte e 189 na zona sul. E que a partir de agora a ideia é criar protocolos de trabalho para decidir quem faz o que e em qual momento.

"Vamos chamar os parceiros do Estado, do Município, para poder integrar e criar protocolos de atuação. O momento da identificação, o que fazer, como a prefeitura regional tem de atuar", disse.

O programa, criado em 2007, foi implantado com o objetivo de recuperar e proteger principalmente as áreas de mananciais próximas às represas Billings, Guarapiranga e Cantareira. Porém, nos últimos anos, uma série de medidas importantes deixou de ser executada, expondo essas áreas novamente a “loteamentos clandestinos” irregulares e, consequentemente, à contaminação do solo e da água que abastece a população.

Segundo o secretário do Verde e do Meio Ambiente, Gilberto Natalini, a retomada desse programa representa, acima de tudo, respeito às pessoas e preocupação com a saúde das famílias. “É primordial essa parceria entre estado e prefeitura para que a população de São Paulo tenha qualidade de vida”, completou.

Com a retomada dessa operação, Natalini entende que novas ocupações precisam ser evitadas e pediu aos movimentos de moradia para refletir sobre a importância de se preservar os mananciais da cidade.

"A moradia é uma necessidade muito grande. A pessoa tem de ter uma casa pra morar e muitas vezes não tem condições de pagar o aluguel. Aí, as pessoas, no desespero, vão ocupar as áreas mais frágeis da cidade: beira de represa, margens de córrego e áreas verdes. Ocupando área de manancial, você pode até arrumar um cantinho, mas você está ajudando a destruir a água que você precisa para beber e viver."

Já o Secretário Municipal de Habitação Fernando Chucre chamou a atenção para um problema recorrente em desocupações de mananciais, que é evitar a reocupação dessas áreas.

"A secretaria ou a Prefeitura desocupa determinada área e mesmo que ela ofereça habitação para essas pessoas que foram removidas, se você não dá uma destinação para a área no momento seguinte, o que ocorre é que novas famílias acabam reocupando. E isso gera um novo custo ambiental e social, principalmente nas áreas de manancial."

A vereadora Aline Cardoso (PSDB), que requisitou a audiência pública para obter informações sobre a Operação Defesa das Águas, considera esse trabalho fundamental para a preservação dos mananciais da cidade, entre os quais os das represas Guarapiranga e Billings, na zona sul, e Cantareira, na zona norte.

"São 60% da cobertura vegetal do município, então isso é fundamental para o ar, mas também para a água e a biodiversidade. Por isso é uma operação importante. A Câmara Municipal precisa estar envolvida, precisa estar a par e contribuir porque isso é essencial para a cidade".

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