AMBIENTE

Com greve, trânsito em SP supera 200 km

05/06/2014

Como era previsto, a greve dos metroviários e dos agentes da CET atrapalhou a vida dos paulistanos na manhã desta quinta-feira. Às 9h30, as filas de carro chegaram a 209 quilômetros (km) dos 868 km de vias monitoradas pelo órgão. Essa marca é a maior para o período da manhã neste ano e a terceira da série histórica, iniciada em 1994. O pior congestionamento é na zona sul, com 72 km de extensão. 

As linhas do Metrô estão funcionando parcialmente. Na Linha 1-Azul, opera no trecho Luz/Ana Rosa; na Linha 2-Verde, opera no trecho Ana-Rosa/Vila Madalena; e na Linha 3-Vermelha, entre as estações Mooca-Bresser/Marechal Deodoro. A Linha 5-Lilás (Capão Redondo/Largo Treze), por sua vez, estava inteira em operação a partir das 5h20 desta quinta-feira.

A São Paulo Transporte (SPTrans) acionou o Paese (Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência). As linhas que operam com destino às estações de Metrô foram estendidas e a frota foi reforçada. Foram criadas três linhas especiais para atender os passageiros vindos da linha 3-Vermelha, na Zona Leste.

A SPTrans solicitou à EMTU que estenda os itinerários de suas linhas intermunicipais que operam nas zonas Norte, Sul, Leste e Oeste até a região central. Confira as alterações clicando aqui. 

A CET obteve liminar para que ao menos 70% dos serviços disponibilizados pela empresa fossem mantidos pelo sindicato dos trabalhadores do setor (Sindviários) e Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo. A decisão é da desembargadora Mércia Tomazinho, da 2ª Região do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

Caso a determinação não seja respeitada, cada uma das entidades será multada em R$ 100 mil ao dia. A Justiça considerou que o serviço prestado é de alta relevância, como sinalização, operação e fiscalização do sistema viário, e constitui atividade essencial para a vida e segurança da população.

Segundo a CET, a ação da companhia foi agravada pela realização de piquetes na porta de unidades, o que impediu a entrada dos funcionários que optaram por não aderir à greve. Foi o caso da unidade da CET na Rua Sumidouro, está com a entrada obstruída. Os manifestantes posicionaram um ônibus da própria Companhia na entrada do prédio e impediram a entrada e saída dos veículos. A Central de Operações da CET,  na Rua Bela Cintra, está com os portões fechados, e os funcionários que decidiram trabalhar estão tendo dificuldade de entrar no prédio.

Ainda na manhã de hoje, a CET solicitou ao TRT a realização de audiência de conciliação. 

De acordo com Osmar Torres, secretário-geral do sindicato dos agentes de trânsito, o Sindiviários, a greve foi aprovada ontem em assembleia, por tempo indeterminado. “Temos a adesão de 95% dos trabalhadores”, disse. Eles pedem reajuste de 12,93%, que inclui a inflação dos últimos 12 meses e um percentual de ganho real. Além disso, pedem concurso público para reposição do quadro de funcionários. “Há uma defasagem de pelo menos 50%”, destacou.

O sindicato apontou que a CET ofereceu 8% de reajuste, o que foi recusado pela categoria. Torres informou que 4,5 mil pessoas trabalham no órgão, das quais 1,8 mil são agentes. “Esse é o segmento mais defasado. E tem também o nível de estresse, que faz com que muitos adoeçam”, avaliou.

(com informações da CET, Metrô e Agência Brasil)

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