AMBIENTE

Casca do coco é a arma da Sabesp contra mau cheiro nas ETEs

11/03/2013

A solução para o mau cheiro nas ETEs (Estações de Tratamento de Esgoto) da Sabesp pode estar na casca do coco. Um projeto criado pela companhia com base no material está em testes na ETE de São Miguel Paulista, na zona leste da capital.

A companhia criou um tipo de aerador, que recebe o ar com mau cheiro gerado dentro das estações e, com a ajuda de bactérias, o gás sulfídrico (responsável pelo odor ruim) é oxigenado e perde sua característica agressiva às narinas - aquele cheiro semelhante ao de ovo podre. A invenção é simples. Dentro de um contêiner é colocada turfa (uma mistura vegetal), composta principalmente por restos de casca de coco. Essa mistura é umidificada por pequenos chuveiros instalados dentro do contêiner.

A umidificação dessa mistura gera bactérias que funcionam como filtros biológicos, oxidando o gás sulfídrico gerado nas estações de tratamento. O transporte do ar com mau cheiro até o contêiner é feito por dutos. A ETE São Miguel está com um desses contêineres em operação, obtendo bons resultados.

Caso o projeto seja aprovado, a Sabesp prevê que no decorrer de 2013 os contêineres estejam em funcionamento nas cinco grandes estações de tratamento da Região Metropolitana (ABC, Barueri, Parque Novo Mundo, São Miguel Paulista e Suzano), além das 490 unidades existentes no Estado de São Paulo.
 

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